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Blog de prof-assisaraujo
 


A ARTE DE PLANEJAR

Francisco de Assis Amorim de Araújo¹

A programação serve para definir prioridades e objetivos. Nela, o educador deposita seu conhecimento em favor de um ano produtivo.

·         Ocupar-se com momentos de reflexão.

·         Superar a acomodação e a falta de compromisso com um ensino que faça do aluno um participante da construção do próprio conhecimento.

·         Levar o ensino ao encontro dos novos paradigmas educacionais.

·         Acabar com a inquietação por meio de um bom planejamento.

·         Se realizar como cidadão e se tornar sujeitos do processo de mudança de nosso tempo

·         Colocar a realização humana acima do trabalho.

·         Atender aos seguintes objetivos:

• Traçar um panorama de como será a escola do novo século e de que maneira o deve incorporar essas mudanças ao planejamento;

• Dar indicações sobre a melhor maneira de conduzir o ano letivo;

• Mostrar por que o planejamento individual deve dar lugar ao trabalho em equipe, no qual participam também diretores, coordenadores, pais e alunos.

omo você viu, é essencial ter um bom planejamento inicial para definir objetivos. Daí para frente, o desafio é implantá-los seguindo os seguintes pilares:

·         Autonomia

·         Valorização

·         Democracia

·         Humanidade

·         Passar o gosto pelo saber

·         Pegar um ser humano cru e elevá-lo culturalmente

·         Construir um mundo melhor



[1] fa-araujo.zip.net



Escrito por prof-assisaraujo às 16h59
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A MULHER NA IDADE MÉDIA: A CONSTRUÇÃO DE UM MODELO DE SUBMISSÃO.

A história das mulheres na Idade Média é um tema que foi por muito tempo desprestigiado pelos historiadores, mas, atualmente, por ser rico e pródigo em possibilidades de estudo, vem atraindo a muitos estudiosos, inclusive de outras áreas, como teólogos e sociólogos. Na Idade Média, a maioria das idéias e dos conceitos eram elaborados pelos eclesiásticos. Esses homens possuíam acerca da mulher uma visão dicotômica, ou seja, ao mesmo tempo em que ela era tida como a culpada pelo Pecado Original, a Virgem Maria foi a mulher que deu ao mundo o salvador e redentor dos pecados. Mas, por que os clérigos tinham essas idéias sobre a mulher?

O conceito dicotômico feminino está presente no cristianismo desde de sua consolidação. Durante o período de sua afirmação como religião, o cristianismo sofreu um processo de cristalização baseado em um doutrina ascética e repressora, como reflexo das diversas ideologias presentes nos trezentos anos que levou para se estabelecer. A desconfiança sobre a carne, intrinsecamente ligada a figura feminina, e sobre o prazer sexual era encontrada nas filosofias platônica, aristotélica, estóica, pitagórica e gnóstica. Essas filosofias foram amplamente utilizadas pelos Pais da Igreja (João Crisóstomo, Jerônimo e Agostinho, dentre outros) para dar embasamento filosófico a doutrina cristã. Os textos desses teóricos do cristianismo foram usados pelos homens da Igreja durante toda a Idade Média e continuam a ser consultados. As mulheres passaram, ou melhor, continuaram a ser consideradas pelo clero como criaturas débeis e suscetíveis as tentações do diabo, logo, deveriam estar sempre sob a tutela masculina. Para propôr e estender suas verdades e juízos morais, a Igreja utilizava-se de um veículo eficiente, a pregação e, em especial no século XIII, a que era feita pelos franciscanos, nas ruas das cidades, para toda a população.

Nos sermões feitos pelos pregadores era muito comum o uso do exempla, que eram histórias curtas e que poderiam relatar a vida de um santo ou santa (hagiografia). As vidas de algumas santas, de preferência de prostitutas arrependidas, eram utilizadas nos sermões. Nelas, todas as características que eram atribuídas as mulheres apareciam e eram assim difundidas e disseminadas por toda a Cristandade.

A mulher, personificada em Eva, é a pecadora, a tentadora, aliada de Satanás e culpada pela Queda. Eva concentra em si todos os vícios que trazem símbolos tidos como femininos, como a luxúria, a gula, a sensualidade e a sexualidade. Todos esses atributos apareciam nos exempla. E como forma de salvação para a mulher, eles ofereciam a figura de Maria Madalena, a prostituta arrependida mais conhecida, e que se submeteu aos homens e a Igreja.

Esta concepção da mulher, que foi construída através dos séculos, é anterior mesmo ao cristianismo. Foi assegurada por ele e se deu porque permitiu a manutenção dos homens no poder, fornecia uma segurança baseada na distância ao clero celibatário, legitimou a submissão feminina e sufocou qualquer tentativa de subversão da ordem estabelecida pelos homens. Esta construção começou apenas a ruir, mas os alicerces ainda estão bem fincados na nossa sociedade.

 



Escrito por prof-assisaraujo às 07h52
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ESCRAVIDÃO NO BRASIL ONTEM E HOJE.

Francisco de Assis Amorim de Araújo.

O Brasil traz em sua história, profundas marcas deixadas pela escravidão de índios e negros no período colonial. Rastros estes que até hoje alimentam violência e abandono da condição humana de boa parte da população do país. Os negros foram arrancados da África. Ignorou-se sua cidadania e dignidade de pessoa. Nos estados onde a maioria da população é formada por afro-descendentes, ainda é visível o legado de desigualdade e exclusão dos tempos difíceis da escravidão. O trabalhador de hoje também não tem liberdade e se submete a situações desumanas de trabalho para sobreviver. Homens, mulheres e crianças sofrem pela extrema pobreza, pela falta de salário digno, pela violência e insegurança que tira sua condição de gente no mundo carente de justiça e solidariedade.

O processo de exploração de países europeus a outros continentes, deu-se pelo desenvolvimento de interesses comerciais. No Brasil os portugueses articularam força de trabalho para implementar o universo de suas coloniais à exploração de matéria-prima e mineração conforme interessava à metrópole. Com este intuito tentaram em primeira instância obrigar os nativos ao trabalho escravo, mas isto causou grandes conflitos e os senhores perdendo lucro estavam intranquilos. A necessidade de mão-de-obra para a agricultura principalmente ao cultivo da cana-de-açúcar os levou a traficar africanos com saída para fortalecer a lucratividade na colônia com o trabalho escravo dos negros.

Ao que sabemos a brutalidade do regime escravista não proporcionou desenvolvimento. Aos colonos era obstaculado qualquer organização que viesse favorecer a independência da colônia. O tráfico negreiro era uma atividade lucrativa para a coroa, pois ela cobrava altos impostos pelo comércio de escravos. A metrópole centralizava a administração e descredenciava quaisquer autoridades locais. Esta situação nos deixa um legado muito forte ao momento atual.  No Brasil ainda persiste um grande desequilíbrio econômico, pobreza e insuficiência nas políticas estruturais. Nas atuais condições índios e a maioria afro-descendente ainda vivem em situação escravista dadas a consequências irreparáveis das atrocidades do passado. Isto incorre na degeneralidade de um país que não tem distribuição de renda e as políticas públicas não atingem o fim proposto, falta compromisso social.

 Hoje o regime capitalista tem outras formas de exploração, novas maneiras de escravizar. Os pobres brasileiros, que na maioria são negros estão acorrentados pela situação social que lhes nega cidadania. A não ser na hora do voto. Os possuidores de privilégios praticam a escravidão de fato, porque mesmo havendo leis que garantem os direitos das pessoas, acabam sendo brutalmente violadas. Tudo está sob a égide da especulação neoliberalizante do Estado que a tudo transforma em coisa, em mercadoria.

 



Escrito por prof-assisaraujo às 07h37
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A IMPORTÂNCIA DA INTERDISCIPLINARIDADE NO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA.

 

Francisco de Assis Amorim de Araújo.

O estudo de idiomas tem como um de seus propósitos  a formação do educando como cidadão, promovendo a auto-estima, para que haja  boa produção, tanto individualmente como em grupo, favorecendo um ambiemte de convivência em vista do bom desempenho a aprender  a conhecer, a falar, a  conviver dentro de seu idioma natural e na segunda lingua. O professor fortalecido por uma visão crítica, deve encaminhar seus alunos à construção de seu próprio conhecimento, permitindo que eles possam integrar-se à sociedade como agente transformador, construtor de uma nova mentalidade. Por isso, vemos que importante, no ensono de inglês, um trabalho  de interdisciplinaridade.

Ao analisarmos a importância dessa temática a partir da compreensão do conceito de Interdisciplinaridade, vemos que as finalidades da mesma se delineam dentro das características: científica, escolar, profissional e prática. Cada finalidade se organiza a partir dos objetivos pelos quais desejamos atingir, tanto de natureza da pesquisa, como do ensino e de sua aplicabilidade no contexto da sala de aula. Desse modo, as Línguas Estrangeiras Modernas recuperam, de alguma forma, a importância que  durante muito tempo lhes foi negada. Considerada, muitas vezes, como pouco relevante, adquire agora a configuração de disciplina tão importante quanto qualquer outra do currículo escolar. Isso é garantido pela Lei de Diretrizes e Base da Educação Brasileira (LDB) e pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs).

É fundamental que se consideremos os interesses, as motivações dos alunos e que se garanta aprendizagens essencial para a formação de cidadãos autônomos, críticos e participantes, capazes de atuar com competência, dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem, utilizando sua própria língua ou outra, e sendo capazes de se comunicar e formar sua própria história. Para tanto, é interessante que o processo educacional no estudo de línguas seja trabalhado de forma interdisciplinar, pois a formação da pessoa deve ser construida levando em conta a globalidade das situações que a cercam.

No processo de ensino de lingua estrangeira (inglês), o aluno deve perceber que através do seu trabalho e do seu esforço pode  intervir no meio onde vive, e que a escola é um dos caminhos para que isso aconteça. Assim, haverá uma identidade do educando com a escola, com a disciplina e com a sociedade a que pertence, ampliando os horizontes culturais a medida que absorve informações com maior abrangência de saberes devido a interdisciplinaridade educacional.

O profissional que trabalha com o ensino de uma língua inglesa deve inovar na sua metodologia de formação de falantes. Ele não poderá esquecer de trabalhar a formação de consciência crítica, ou seja, de cidadania, pois é importante que ele seja capaz de desenvolver a auto-crítica de seus educandos para que estes engrandeçam seus conhecimentos.

Dessa forma, o trabalho do professor de inglês não pode ser algo isolado do currículo escolar. A importância de se estudar uma língua estrangeira consiste em melhor alcançar um nível de significado para a bagagem  intelectual dos estudantes. Daí o valor da interação entre os docentes, buscando na interdisciplinaridade meios de superação das limitações que cada disciplina não pode resolver por si mesma, mas que por meio de um trabalho conjunto avança para realizar o plano de bem formar o cidadão.

Para um bom trabalho interdisciplinar, o professor de língua inglesa, tem um grande desafio, que é justamente o de substituir métodos antigos por novos. Os educadores devem se perguntar: será que o que estou ensinando servirá para o futuro do meu aluno? A resposta é clara e simples: sim, porque conhecimento nunca é demasiado para  o mundo globalizado que estamos inseridos. Portanto, aprender um segundo idioma, no nosso caso o inglês, desperta habilidades frente aos desafios que surgem no decorrer de nossa prática. As pessoas que falam pelo menos uma língua além da materna são versáteis porque ampliam sua visão cultural e de mundo.

 

REFERÊNCIAS:

 

 

BRANDÃO, Helena Nagamine, Introdução à análise do discurso. Campinas: Editora da Unicamp, 2002.

 

BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares nacionais: língua estrangeira / ensino médio. Brasília: MEC/SEF, 1998.

____. Parâmetros Curriculares Nacionais: 5º a 8º séries - Língua estrangeira. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF, 1998.

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DEMO, Pedro. Educação e qualidade. São Paulo: Papirus, 1994.

 

SOBRINHO, José de Carvalho Mendes. Formação e Prática Pedagógica: diferentes contextos de análises. Teresina: EDUFPI, 2007.



Escrito por prof-assisaraujo às 10h39
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Criança exercendo trabalho escravo em colheita

Divulgação/OIT

 

A origem da escravidão ou do trabalho compulsório se perde nos tempos, aproximando-se das origens da própria civilização humana. Segundo o antropólogo Gordon Childe, em um determinado momento da pré-história, os homens perceberam que os prisioneiros de guerra - normalmente sacrificados em cultos religiosos - poderiam ser usados para o trabalho ou "domesticados" como os animais.

Nas civilizações da Antigüidade - Egito, Babilônia, Grécia, Roma... - a escravidão era uma prática constante.

Somente na Idade Medida, com a reestruturação da sociedade européia de acordo com a ordem feudal, a escravidão foi substituída pela servidão, uma forma mais branda, por assim dizer, do trabalho compulsório.


Escrito por prof-assisaraujo às 10h43
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DESAFIOS AO TRABALHO COMPETENTE EM EDUCAÇÃO HOJE.

Francisco de Assis Amorim de Araújo.

 

Os desafios atuais ao fazer docente consistem em assimilar um universo de tecnologias na área da comunicação e informação, direcionando-as à educação. Aliás, a conclusão mais evidente é de que o sistema educacional a esse respeito é muito atrasado em relação, por exemplo, ao econômico; sendo apenas um distante primo pobre neste universo de investimentos. O que implica dizer que se está dando os primeiros passos a superar a distância entre a evolução dos meios tecnológicos no trabalha escolar e a realidade das escolas. Isso representa exatamente o desafio ao qual o docente precisa ter competência de lidar, no sentido de acompanhar os educandos com atualidade de pensamento. Pois, eles estão sujeitos a um bombardeio publicitário enorme e são envolvidos por uma grande volume de  informações e culturas, passando a integrar novo universo de poder. Este é problema real, que a escola a cada dia necessita se envolver e significá-lo para não perder o rumo da história.

Diante desse contexto, é essencial também  ter uma visão de futuro, pois olhando o passado, visualizamos uma cultura menos dominada por grandes grupos econômicos, mas que apresentava um caráter extremamente elitista. A cultura como acesso ao conhecimento era algo de ambiente mais restrito. O livro, por exemplo, era coisa para alguns privilegiados. Agora, trata-se de não jogar fora o imenso potencial que se abre “[...] para romper com a tendência de pensar o mundo social de maneira substancializada” (BOURDIEU, 2005, p. 48). Um desafio, bastante interessante no campo sócio-educacional hoje, é entender o sentido da escola em comparação às grandes empresas midiáticas.

Nesse sentido, evidenciamos que, a escola,  está com  uma grande importância em sua missão humanizadora. Os interesses corporativos já buscam apropriar-se dela, objetivando, a partir das necessidades de consumismo cultural, equipá-las destes produtos colocando-os como instrumentos indispensáveis e facilitadores do fazer humano na atuação escolar. Isto demonstra, também, o interesse em envolver todos os segmentos sociais aos padrões de mercado, que aproxima os diferentes pontos do mundo na perspectiva de que ninguém se encontre ilhado sem os devidos recursos de sobrevivência. 

O mais interessante dessas indagações todas, foi a compreensão de que em educação eficiência e qualidade  não é, simplesmente, informatizar a sala de aula ou ter acesso a internet, mas, sobretudo, ter capacidade de repensar e reformular as práticas contextualizando-as por meio de uma linguagem dinâmica e universal, acontecendo a partir dos vínculos sociais internos e externos da instituição escolar. É dessa forma, que entendemos o papel do docente e da educação em si, como preparadores do ser humano à vida e à cidadania.

Está claro, que mesmo existindo muita resistência às mudanças de pensamento de alguns professores, que relutam em não admitir que seja preciso fazer um processo de ensino-aprendizagem diferente, não se podem buscar soluções isoladas. Principalmente se a realidade é multicultural. É essa dimensão do conhecimento, nas suas mais diversas manifestações, que mudou de forma radical, e exige cumplicidade entre os entes escolares para tornar o mundo menos individualista e criar mais afetividade sem deixar que outros decidam seu destino.

A dinâmica da cultura escolar frente ao desafio do modo de ensinar é segundo Garrido (2002), um discurso ainda controverso com a prática real desempenhada pela maioria dos docentes.  Essas mudanças de paradigmas têm causado uma revolução muito intensa no modo de conceber a educação e papel da escola hoje. Há no interior das instituições de ensino uma diversidade enorme de situações para as quais nem sempre se tem respostas ou mesmo se pode trabalhá-las sem um confronto direto com as idéias de quem vê a escola com olhar de descompromisso.

Nesse sentido, a mudança tecnológica que a escola necessita sofrer é em vista da realização da aprendizagem. O instrumento é criado com a finalidade de promover educação envolvendo vários elementos: conteúdo teórico, disciplina e ensino, procurando possibilitar às pessoas, por meio desse processo, autonomia e mentalidade crítica. Desse modo, o contexto interacional da sociedade educativa está centrado no dinamismo do professor, desenvolvendo ciência e consciência, integrando-se às novas realidades e, ao mesmo tempo, preocupando-se em está à frente das contradições aparentes. 

O educador não pode se conformar em uma prática repetitiva de palavras, conteúdos e idéias inertes. Ele deve modificar as estratégias mediante as necessidades que se lhes vão aparecendo. Em relação aos instrumentos didáticos e seus objetivos de ensino, a internet e outros softwares oferecem suporte à sistematização cientifica dos saberes sem exigir que o docente seja especialista em informática, mas na compreensão da cultura tecnológica, é fundamental “[...] que os professores exerçam uma vigília cultural, sociológica, pedagógica e didática para compreender do que será feito a escola de amanhã, seu público e seus programas” (PERRENOUD, 2000, p. 138). É interessante, ainda, levantar hipóteses sobre quais saberes o profissional da educação deve se apossar.

Neste novo tempo de inclusão digital é importante ressaltar, que o processo de utilização da informática na sala de aula, apesar de não ser um dado concreto nas escolas públicas, atualmente tem apontado enorme volume de recursos pedagógicos à rede de ensino. Os livros didáticos, por sua vez, trazem uma gama de endereços eletrônicos por meio dos quais alunos e professores podem fundamentar os temas estudados e situar a aprendizagem. Esses saberes aos poucos serão democratizados no sentido de promover desenvolvimento de capacidades ao cidadão com a visão de valores da atualidade. O docente utilizando diversos saberes deve fazer dos recursos de mídia “[...] condições e modos de assegurar a relação cognitiva e interativa dos alunos com o objeto de conhecimento” (LIBÂNEO, 2006, p. 69). Além disso, ele, incontestavelmente, necessita explorar todas as formas didáticas e de programas, uma vez que, precisa ser abrangente nas questões complexas, imprimindo concentração à atividade produtiva de sua prática, desenvolvendo autonomia e eficácia ao processo de formação na escola básica.

O homem provoca transformações constantes ao mundo e às sociedades. Dessa forma, as relações de aprendizagem não podem deixar o aluno assistir tudo de maneira inerte. Ele deve ser sensibilizado a apresentar questionamentos e propostas de atuação dentro de uma visão de mundo peculiar às suas perspectivas. E o professor, então, não pode fugir da mediação dialética. Pois, só se chega aos resultados positivos dessas situações quando o projeto de emancipação é cumprido com compromisso e mobilização de competências. O processo de ensinar e aprender, partindo do cotidiano da sala de aula ressalta desafios que o docente na reflexão de sua prática necessita problematizá-los por meio de fundamentos educacionais científicos, para constituir saberes à sua atividade profissional. Isso deve conduzir a uma prática reflexiva sobre perspectivas e contexto para favorecer originalidade de conhecimento por meio da simbiose entre docentes e discentes.  

 Desenvolvemos esse trabalho com a intenção de ressaltar, que o professor não poderá em hipótese alguma, abrir mão de manter uma incessante busca por instrumentos viáveis e facilitadores do fazer docente, face aos desafios enfrentados na educação de  nosso tempo. Afirmamos, a necesidade de se procurar compreender o espaço educativo e ao mesmo tempo escolher um jeito significativo de trabalhar. De forma que, a docência responda às exigências posta e impostas pela sociedade. Que a sirva ponderando as expectativas que esta tem sobre os resultados do trabalho escolar na formação dos cidadãos para o exercício da cidadania.

A compreensão mais abordada a esse respeito nas pesquisas já realizadas, é que o fazer docente tem como base a construção de caminhos à aquisição do conhecimento na articulação entre “competência e quealidade”. A aprendizagem é o ponto referencial de todo o processo interacional do ambiente escolar. É em função dela que o professor busca se capacitar no sentido de fazer a diferença na vida de cada aluno, ajudando-o a ter autonomia e estratégias crítico-criativas à superação de problemas e à significação dos desafios à realização de sua vida.

Em vista disso, é importante enfocar que a educação em primeiro lugar é um processo de dedicação ao ser humano em sua totalidade, livre de qualquer forma de preconceito ou medo. É acreditar que é possível desenvolver uma autêntica humanização sem deixar que a opressão dos sistemas, na sua tentativa de harmonizar seus interesses, façam dela um instrumento massificador da mentalidade social. Para isso, é necessário consciência e responsabilidade diante das mudanças que a sociedade tem atualmente vivenciado.

O professor deve, portanto, ter a firme pretensão de agir no mundo atento a diversidade social, valores ou contra valores que tentem minimizar o homem ou negar-lhe os direitos. Seu esforço é e será sempre de mover novos significados que comuniquem um posicionamento de reflexão da prática pedagógica em posição de vanguarda, para avivar os saberes à ação competente de sujeitos que constróem, porque trabalha a construção de conhecimento com autonomia de pensamento e  profissionalidade.

 

REFERÊNCIAS:

 

BOURDIEU, Pierre & PASSERON, Jean Claude. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema d ensino. Rio de janeiro: F. Alves, 2000.

____. Razões Prática sobre a Teoria da Ação. Campinas: Papirus, 2005.

 

CAMPOS, Edson de. Saberes Pedagógicos e atividade docente. In: PIMENTA, Selma Garrido (org.). São Paulo: Cortez, 2002.

 

LIBÂNEO, José Carlos. Que destino os pedagogos darão à pedagogia. In: PIMENTA, Selma Garrido (org.). Pedagogia ciência da educação. São Paulo: Cortez, 1996.

    

 



Escrito por prof-assisaraujo às 17h11
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SUJEITOS E MECANISMOS DO FAZER DOCENTE.

 Francisco de Assis Amorim de Araújo.

 

Ensinar é uma prática que necessariamente conduz ou adverte o educador para o incessante progresso da linguagem cognitiva e intelectual humanizadora, em que ele utiliza mecanismos fortalecedores da ética para ser humano, a fim de tornar o mundo mais solidário às pessoas do que aos poderes. Nessa compreensão, competência em educação refere-se ao trabalho de organizar a aprendizagem em situações e atividades complexas com domínio dos saberes, “[...] dando auxilio, sem ser o especialista que transmite o saber, nem o guia que propõe a solução para o problema” (PERRENOUD, 2000, p. 35). É nesse ponto de vista, que as transformações, a partir da interação dos sujeitos no contexto sócio-educacional, serão elucidadas.

 Assim, podemos afirmar, que por meio da mobilidade de entendimento ou idéias, podemos alcançar a essência da prática educacional, porque nas reflexões e conclusões sobre o ensino no sentido de apreender, aprender, construir e mudar ocorre um envolvimento, uma vontade dos docentes em  fazer educação com competência. Isso ocorre, ao passo que todos entendem, “[...] que toda prática educativa demanda e existência de sujeitos, que um, ensinando, aprende, outro que, aprendendo, ensina – sendo o artífice de sua formação com a ajuda necessária do educador” (FREIRE, 2006, p. 70). Uma cooperação responsável de comunicação e interação de saberes.

 A docência, segundo Tardif (2006), é uma relação de aprendizagem constante desenvolvida por meio da integração dos entes da comunidade escolar, tendo como princípios básicos a complementação dos saberes e a comunicação clara e direta utilizando recursos dinamizadores do processo de ensino no enfrentamento das situações sociais e as exigências ao inter-relacionamento, que possibilite a aproximação das diferenças. Essa é uma ação pedagógica que visa mudança qualitativa ao ensino compreendendo as limitações pertinentes à prática educacional, a fim de promover a democratização dos estudos, envolvendo-se de estratégias facilitadoras da aprendizagem, permitindo ao educando agir de forma autônoma e autêntica, “[...] compreendendo que os saberes estão intimamente ligados a uma programática: as representações do mundo que – proveniente de um coeficiente mais ou menos intuitivo de incerteza – pretende orientar as ações” (PERRENOUD, 2001, p. 20), como engajamento à construção de sujeitos competentes na organização e progressividade dos entendimentos entre escola e sociedade à emancipação de seus atores.

Nesse sentido, o trabalho docente procura partir da real compreensão de autonomia da pessoa avaliando todas as dimensões que a sociedade requer aos parâmetros de educação, tendo em mente a conflitualidade em incorporar práticas sensibilizadoras, e, que ofereçam conteúdos de conhecimento inesgotável na dinâmica do ensinar e aprender apresentando valores em que homens e mulheres se constituam sujeitos historicamente situados e humanizados. Essa é uma compreensão muito claramente enfocada quando da realização de entrevistas, discussões e estudos a respeito de teorias e práticas da educação formal na sala de aula. Outra confirmação é que “[...] a falta de recursos e de tempo e a escassez de instrumentos pedagógicos são fatores materiais frequentemente mencionados pelos professores como estando entre as maiores dificuldades dessa profissão” (TARDIF & LESSARD, 2005, p. 56). Contudo, a prática educativa não pode perder de vista a formação à cidadania. E isso, exige co-responsabilidade de professores e alunos compreendendo que são os principais sujeitos dessa jornada agindo mediante os desafios da contextualidade de tempo e lugar.

Na verdade, a necessidade educacional humana está em superar a problemática da vida social, compreendendo que não são as situações conceituais dessa ou daquela natureza, condicionamento implacável à afirmação ou fracasso do ser humano. Por isso, toda a dinamização das ralações entre teorias e práticas, na especificação dos saberes ou intensificação dialética do ensino, conforme Tardif e Lessard (2005) é um trabalho que tem por objetivo construir uma significação viva das relações pessoais criando possibilidades de ações sempre mais participativas.

Em decorrência das reflexões sobre os procedimentos docentes, a escola tem assumido a responsabilidade de ser de fato parceira da sociedade dotando os sujeitos de capacidade intelectual, reflexão crítica e lhes fornecer instrumentos à organização institucional e cultural, a fim de mostrar sua pretensão de desenvolvimento e valor educativo. Desse modo, a prática necessita ser inclusiva antes de tudo ao próprio professor, para que ele possa reconciliar as dimensões da educação escolar e atenda competentemente às condições curriculares dispostas a seu trabalho, sendo à comunidade estudantil mediação e equilíbrio das relações em sala de aula. O que na visão construtivista de ensino significa “[...] comunicar os objetivos das atividades aos alunos, ajudá-los a ver de forma clara os processos e os produtos que se espera que adquiram ou produzam” (ZABALA, 1998, p. 96), com o interesse, ainda, de sensibilizá-los à ação coletiva de construção do conhecimento dentro dos diferentes níveis de aprendizagem.

Dessa forma, a transformação conceitual na identificação do papel da educação tem por interesse apontar a necessária evolução da mentalidade humana em realizar seus propósitos. Compreendendo, assim, que o conhecimento é o objetivo primordial do processo de formação e depende da autonomia da escola em trabalhar a interligação cultural do contexto social a que pertence, preocupando-se, também, em preparar espaços à consciência dos deveres e direitos do cidadão. Toda essa concepção educativa, que se empreende na contemporaneidade demanda uma preparação dos educadores, incorporando novos meios de aprendizagem por meio de habilidades que possam elevar as informações à categoria de conhecimento.

 É preciso, para tanto, não haver dúvidas quanto ao significado da revolução da informação no meio escolar. O processamento das mudanças tecnológicas, hoje entendidas como exigência a todos os segmentos de profissionais, é na concepção de mudanças nos paradigmas sócio-educacionais, um acontecimento movido pela consciência da qualidade. Está alinhado à visão democrática da transitividade do ensino de um sentido ingênuo à criticidade, que possibilita inserção à ordem reflexiva, a qual leva educador e educando a assumir e “[...] refletir sobre sua ontológica vocação de ser sujeito” (FREIRE, 2006, p. 114). A gestão do conhecimento é, por esse intermédio, uma manifestação pública do que se pode fazer em diversos níveis de escolaridade para uma aprendizagem autêntica.

 

REFERÊNCIAS:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2006.

PERRENOUD, Philippe. 10 novas competências para ensinar. P. Alegre: Artmed, 2000.

____. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. P. Alegre: Artmed, 2001.

TARDIF, Maurice. Saberes Docentes e Formação Profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

____. LESSARD, Claude. Trabalho docente: elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas. Petrópolis:

Vozes, 2005.

ZABALA, Antoni. A Prática Educacional: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.



Escrito por prof-assisaraujo às 17h00
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O SABER E O SABER FAZER NA DOCÊNCIA.

 

Francisco de Assis Amorim de Araújo¹

 

A sala de aula é o espaço privilegiado ao trabalho criativo, pois, educa corpo e mente para adquirir conhecimento na sistematização cientifica dos saberes por meio do fazer docente. O educador pode direcionar seu trabalho para que os educandos entendam que “[...] a relação do homem com o mundo – é mediada pela excelência da linguagem, pois, ela carrega em si os conceitos generalizados e elaborados pela cultura humana” (REGO, 2002, p. 42).  A expectativa é sempre de que a prática pedagógica seja um envolvimento dos atores deste processo contribuindo para a evolução das concepções e consciência, na ação inteligente, afetiva e sensibilizadora ao crescimento cognitivo das pessoas. O caráter da apreensão do conhecimento e descoberta do mundo pela curiosidade ou pela dúvida disponibiliza aos educandos caminhos para pensar e planejar melhor as ações, aprendendo a ser humilde e tolerante quanto às diferenças e à partilha destas por meio do amadurecimento em relação às necessidades de interação com os outros.

Desta forma, o educador deve centrar seus esforços em meios de trabalhar a diversidade a fim de superá-las em vista da aprendizagem e do convívio social dos educandos. Nesse sentido, apropriar-se da realidade é um saber, que funda relações de autonomia no processo histórico, pois, não se pode “[...] ser um simples espectador, a quem não fosse lícito interferir sobre a realidade para modificá-la” (FREIRE, 2006, p. 49). Tanto professor quanto aluno, neste sentido de contextualização, devem dar aos procedimentos metodológicos os objetivos para as mudanças, aliando esforços de acordo com as necessidades atuais e do por vir.

O docente estando atendo a realidade de seu cotidiano pode trabalhar a complexidade das situações por meio da problematização dos fatos, conduzindo-se por métodos pedagógicos bem claros, pois, seu trabalho deve, necessariamente, ser planejado para ações sócio-educativas visando a linguagem universal do conhecimento, tendo o recurso didático, como significador do processo ensino-aprendizagem, dentro dos critérios exigidos para uma aula produtiva, e de um fazer docente que pretenda realizar conquistas de cidadania. Nesse entendimento, o professor que negligencia o planejamento em nome da “experiência” é bom que passe a “[...] reconsiderar seus pontos de vista, visando a começar a planejar suas atividades de ensino. Com essa providência lucrarão o próprio professor e os alunos, a escola será mais conceituada na comunidade” (AYRES, 2004, p. 111). Os docentes sabem como é difícil envolver adolescentes e jovens no intuito de visualizarem os diferentes ânglos abordados nas ações educacionais nos ensinos fundamental e médio.

Os mecanismos de abordagem pedagógica exigem conteúdo significativo quanto à interligação do saber teórico ao meio social e cultural na formação de conceitos claros, a fim de tornar a docência uma via de construção do saber, reafirmando as bases pedagógicas mediante as experiências, informações, debates e, enfim, no trabalho coletivo. De modo que haja maior proximidade entre educador e educando e inserção destes ao meio problematizado, enquanto trabalham a busca de soluções.

Daí, cria-se uma visão abrangente do mundo e aparecem novas possibilidades de trabalhar a realidade. Por meio desse claro entendimento as situações históricas apontam necessidades de inclusão dos entes da comunidade escolar, que deve ser antevisto nas predisposições do currículo da escola, criando espaços ao estudo teorizado, mas com perspectiva transformadora, que leva a escola em seu fazer, tornar-se um universo onde ninguém possa ficar fora do processo de construção do saber. Com isso, “[...] podemos entender esse processo como reflexão das ações humanas ao conjunto dos procedimentos que apreende à vida maneiras de conhecer” (FREIRE, 2005, p. 24), testando as qualidades, criando um conjunto de meios, determinando características e instrumentos de aplicação do ensino, antes compreendendo os passos e o que os educandos aprendem em cada aula.

Por isso, é interessante que o docente amplie constantemente seus níveis de saber para que haja em sua prática o desenvolvimento consistente do conhecimento, pois o que falta para se superar a inércia em diversificar os recursos auxiliadores da didática é insistir na formação continuada dos educadores; exigência essa profundamente enfatizada a todos os segmentos de profissionais, e, principalmente, os da educação, devido à necessidade de tornar a aprendizagem escolar um elemento atraente, com significado real à vida do educando. Isso seguramente remeterá à elaboração conjunta das atividades, tendo como foco a solução de problemas na leitura da realidade escolar, na diversidade que lhe é peculiar.

Essa esperança, que alimenta a articulação de uma pedagogia crítico-social, está na realização do trabalho contextualizado, que se faz eficaz à medida que as mudanças aparecem e pela reflexão sobre o próprio processo de aprendizagem. A formação acontece pela cooperação recíproca dos seguimentos da instituição de ensino (alunos, professores, coordenadores, gestores e colegiado), quando há interesse em consolidar desenvolvimento intelectual, autonomia dos sujeitos nos acontecimentos históricos e coerência valorativa do homem diante das condições que os sistemas lhe impõem na harmonização de seus interesses.

Um elemento não menos importante à competência do educador é conhecer os problemas da escola em sua origem, para acompanhar cada educando sem correr o risco de julgá-lo mal por um comportamento ou outro. Esse modo de interação com a realidade que envolve a vida dos educandos permite um bom relacionamento e sensibiliza os colegas a fazer igual. Surge, então, a interdisciplinaridade como meta de currículo, que promove educação a partir da organização pedagógica “[...] integrando-se as condições de seu contexto, respondendo a seus desafios, objetivando-se, lançando-se o homem a um domínio que lhe é exclusivo – o da história e o da cultura” (FREIRE, 2006, p. 49), com a idéia de que a educação é contínua. E, é importante, para que isso se efetive, que o educador diversifique sua prática articulando bem os saberes que as experiências têm construído. Esse processo dialético mostra que o profissional da educação já não pode pensar apenas em obter uma graduação acadêmica, mas desenvolver processos de atualização e incorporação de ferramentas, de instrumentos contemporâneos à atividade intelectual, que o leve a um sentido mais elevado de educação para os dias atuais.

Diante desta compreensão, surge um fator bastante interessante de ser mencionando. Não se pode negar que falta ao professorado condições para que ele realize seu compromisso social  de educador. Muitos participam de treinamentos e capacitação pedagógica, porém a prática continua a mesma porque não conseguem desenvolver idéias que permitam  tornar o educando um sujeito de fato no processo de aprendizagem. Grande parte dos educadores ainda não levam em conta que como agente do fazer docente devem favorecer aos discentes uma boa aprendizagem, buscando continuamente a formação de outros saberes, e meios de diversificar a prática na sala de aula. Uma exigência pertinente do processo educativo, à aquisição permanente de conhecimentos e engajamento para trabalhar utilizando diferentes formas de comunicar o ensino.

Na articulação do trabalho escolar não se pode perder de vista os princípios norteadores da docência. Que não sofrerão aqui demasiado detalhamento. Apenas sua importância e necessidade. O primeiro ponto importante nessa questão é a humanização, que aponta ao compromisso de valoração da pessoa enquanto ser que busca autonomia. O segundo é a democracia, que permite ações coletivas de construção e defesa dos interesses humanos voltados ao exercício da cidadania. O terceiro, e não menos interessante é a criatividade, que orienta a percepção de mundo tornando o educando participante ativo na construção de sua afirmação pessoal na sociedade. Isso é o que se defende como sistematização dialética de um processo, mostrando ser imprescindível que o professor crie com a criança ou o adolescente uma relação de diálogo e de situações em que eles apresentem os entendimentos que lhes são inerentes, assimilados em sua leitura particular do meio que presenciam e emitem opiniões. Saber ouvir, nesse caso, é uma habilidade que o educador não pode abrir mão, porque “[...] a educação é um processo de socialização da cultura, no qual se constroem, se mantêm e se transformam os conhecimentos e valores” (RIOS, 2002, p. 70). O educando precisa sentir-se útil, que suas idéias são válidas, para lançar-se mais ao estudo e ter bom conhecimento.

Assim, para que a aula aconteça de forma dinâmica, vai depender em maior grau, da capacidade de inovação metodológica e do nível cultural do professor. Entendemos que a cobrança feita aos alunos, através das atividades escolares, será mediante as possibilidades que damos a eles de conciliarem avanços e retrocessos para haver desenvolvimento. Pois, tudo acontece satisfatoriamente na escola quando se tem objetivos claros e vontade de fazer um trabalho com  responsabilidade social. Na educação os passos a serem dados devem, necessariamente, ser bem planejado para não se correr o riso de fazer da escola, do trabalho docente e mesmo da aprendizagem dos alunos uma irrealidade.

O professor é o inelectual responsável pelo dinamismo do processo de aprendizagem escolar. Na medida que ele favorece por sua mediação pedagógica uma interação do aluno com a diversidade que o cerca, ele atribui sentido ao seu fezer e a educação passa, na visão do educando a ter significado, e lhe serve como propulsão a encontrar o sentido de sua atuação social no mundo.

 

REFERÊNCIAS:

 

AYRES, Antonio Tadeu. Pratica pedagógica Competente: Ampliando os saberes do professor. Petrópolis: Vozes, 2004.

 

FREIRE, Paulo. Educação como prática à liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.

 

____. O que fazer: Teoria e Prática em educação popular. Petrópolis: Vozes, 2005.

 

____. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2006.

 

REGO, Tereza Cristina. Vygotsky. Uma perspectiva histórico-cultural da educação. Petrópolis: Vozes, 2002.

 

RIOS, Terezinha A. Compreender e Ensinar: por uma docência da melhor qualidade. São Paulo: Cortez, 2002.

 

 

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¹ Professor licenciado em Filosofia pelo IESMA de São Luis – MA e História pela FEST de Imperatriz – MA. Leciona as disciplinas de filosofia, história e    sociologia no Ensino Médio. Especialista em Coordenação Pedagógica pela CESSIN/UEMA.



Escrito por prof-assisaraujo às 14h13
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